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30/03/2009 - 15:59 - O atual formato de vestibular no Brasil precisa ser modificado?

SIM

A racionalidade da unificação

REYNALDO FERNANDES

AS PRINCIPAIS universidades requeriam que seus futuros alunos passassem por um exame de seleção. Por demanda de seus dirigentes e devido à dificuldade dos estudantes para se preparar para diferentes provas, criou-se uma comissão para realizar um único exame de admissão. Esse fato ocorreu nos EUA, no ano de 1900, quando surgiu o College Entrance Examination Board.

Hoje, praticamente todos os países desenvolvidos têm um exame nacional que serve para as universidades realizarem a seleção de alunos. A prática de exames de admissão descentralizados é peculiaridade brasileira. Exames descentralizados são ineficientes por limitar o número de instituições a que um estudante pode concorrer. Hoje é difícil pleitear uma vaga numa universidade distante. Na presença de um exame centralizado, o estudante poderia realizar a prova em sua cidade e se candidatar para qualquer universidade do país. Mas a dificuldade logística para os estudantes não é o único inconveniente dos vestibulares.

O objetivo das boas universidades é selecionar os candidatos mais promissores. Assim, elas precisam encontrar indicadores que as auxiliem na tarefa de prever o desempenho acadêmico dos candidatos. Os exames de seleção têm essa função, mas acabam por interferir no currículo do ensino médio. É muito difícil para dirigentes educacionais adotar um currículo que, embora considerem o mais apropriado, reduza a probabilidade de seus estudantes de ingressar numa boa universidade.

No Brasil, os vestibulares convergiram para um formato padrão: baseiam-se no acúmulo de conteúdos, exigindo dos estudantes um conhecimento enciclopédico e com ênfase exagerada na memorização. As escolas acabam por se preocupar mais em cobrir os conteúdos exigidos pelos vestibulares do que em aprofundar e consolidar os conhecimentos e habilidades mais fundamentais. O resultado é tornar a escola desinteressante para muitos estudantes. Como os vestibulares chegaram a esse formato não é fácil explicar, mas, uma vez nele, pode ser difícil sair. Elaboradores dos vestibulares têm pouco incentivo para alterá-los de forma isolada. Se os estudantes se preparam para um tipo de prova, a universidade que adota outro tipo pode perder candidatos.

Isso ajuda a explicar por que os vestibulares não mudam, apesar de as críticas serem generalizadas. A proposta do MEC é a de haver um exame nacional para seleção de candidatos às universidades. O Enem já cumpre, ao menos em parte, essa finalidade. Ele é usado por diversas instituições de ensino superior como critério de seleção, parcial ou exclusivo, e é obrigatório para se inscrever no ProUni (Programa Universidade para Todos).

O Enem possui a vantagem de não exigir excesso de memorização e se concentrar em aspectos fundamentais, como a construção de argumentações consistentes e solução de problemas. Mas, ainda que busque aferir habilidades importantes, o Enem acaba por se relacionar menos diretamente com o saber escolar. O desempenho dos participantes nesse tipo de prova dificulta discriminar bons alunos de alunos excelentes, o que pode ser necessário para a seleção nos cursos de alta demanda. Tal característica faz com que muitas universidades resistam a utilizar o Enem como critério exclusivo de seleção. Por não abordar conteúdos de disciplinas específicas, o Enem também falha em organizar o currículo do ensino médio.

A proposta é modificar o Enem para incluir mais conteúdo escolar e possibilitar a separação de alunos com diversos níveis de proficiência. O exame seria algo entre o atual Enem e os vestibulares, a exemplo do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), mas com questões que permitam discriminar bons estudantes de estudantes ainda mais preparados.

Isso ajudaria a orientar o currículo do ensino médio e possibilitaria um critério mais racional de seleção de candidatos para as universidades. A ideia, ainda, é caminhar para um sistema de seleção mais parecido com o do resto do mundo. Nesse caso específico, nossa peculiaridade se aproxima de uma anomalia.

REYNALDO FERNANDES, professor titular do Departamento de Economia da USP em Ribeirão Preto, é presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação.

NÃO

Vestibular como anomalia?

CARLOS EDUARDO BINDI

O CONSENSO sobre a educação pública básica, oferecida para a maior parte da população de nosso país, é que ela está longe de ter a qualidade que deveria ter. Enquanto isso, o ensino superior público vai em sentido oposto e continua atraindo milhares de estudantes, retendo regularmente os mais preparados. Entre esses dois (des)níveis de ensino fica o vestibular.

Centenas de milhares de estudantes, a cada ano, procuram -por meio do vestibular- um lugar entre as melhores vagas oferecidas. Com o poder de recusar, por vezes, mais de 95% dos inscritos e de proporcionar a poucos o privilégio de ter uma educação superior gratuita e de qualidade, os exames vestibulares ficam sob luzes intensas dos veículos de comunicação -sobretudo entre dezembro e março.

Assim, embora não seja propriamente um processo de natureza educacional, o vestibular se torna o mais visível e comentado elemento do sistema de ensino. Por causa disso, muito se fala sobre as características dos vestibulares, algumas reais, outras apenas mitológicas. O problema é que, prejudicando a qualidade dos debates e decisões, em muitos setores as características míticas ainda predominam. Apenas para ficar nos mitos mais comuns sobre o vestibular, temos o seguinte trio. 1) As questões de múltipla opção não selecionam pelo conhecimento, pois podem ser respondidas com dicas e truques ou sorte.

2) O vestibular atual pede conhecimentos desnecessários que praticamente só exigem memorização. Os mitos um e dois levam ao mito três: Escolas de ensino médio e cursinhos, pela influência malévola do vestibular, oferecem, no lugar de conhecimentos, dicas, truques e "decorebas" para seus alunos terem sucesso. Cada um desses mitos não resiste ao confronto com a realidade da seleção realizada pelos grandes vestibulares. Mas são muito bem-sucedidos em reuniões político-acadêmicas que não se embasam em estudos sérios.

Nos vestibulares de medicina da Fuvest, Unicamp, Unifesp, Unesp e UFSCar, que têm praticamente os mesmos 10 mil candidatos, encontramos invariavelmente a coincidência dos aprovados. Certamente isso não se deve aos aprovados terem sido treinados com truques e dicas para cada um desses exames. Eles mostraram, isto sim, firmes conhecimentos básicos em todas essas avaliações a que foram submetidos -tivessem a forma de testes ou de questões analíticas.

O vestibular é uma das instituições de maior credibilidade em nosso país. Ao longo do tempo, milhões de estudantes -e não é força de expressão- têm se submetido a esses exames de seleção sem obter sucesso, mas sem questionar a lisura e a transparência do processo que os eliminou.

O estudante da escola pública de ensino médio nunca questiona o vestibular, alegando ser ele ilícito. Ele reclama é do fato de não ter sido aprovado porque não teve acesso ao conhecimento que deveria ter sido proporcionado a ele. Por isso, mudanças nos vestibulares não devem ser aplaudidas por serem mudanças. É fácil acusar o vestibular de problemas que não são atinentes a ele. É fácil valer-se de mitos de trânsito comum para ver valor em qualquer mudança. Ao contrário do que diz o editorial desta Folha de 23 de março, o vestibular não deve ser visto como anomalia. A má qualidade da educação básica pública, sim.

Quanto ao ensino particular, pode-se dizer com certeza que não está sofrendo pressão para atender exigências absurdas ou indevidas do vestibular. O que o vestibular atual passa é a necessidade de uma formação ampla em ciências e humanidades -que não seja apenas blablablá superficial. E sobra, sim, tempo para a escola incluir seus valores.

Quanto a valores, o vestibular tem outro grande mérito: o de passar aos jovens a ideia de que, no Brasil, existem processos seletivos sérios e respeitados. Isso pode não ser grande coisa em países escandinavos. Mas, em nosso país, é algo muito, muitíssimo raro. O vestibular não precisa ser atacado. Precisa ser preservado.

CARLOS EDUARDO BINDI, 61, educador, é diretor do Etapa Ensino e Cultura.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Folha de São Paulo – 28-03-2009

Inserida por: Dr. Espirito Santo fonte:  Folha de São Paulo
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