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30/07/2010 - COMPORTAMENTO 'CONTAGIOSO' - Divórcio aumenta quando alguém próximo se separa

É o que comprovam pesquisadores de universidades americanas; número de separações cresceu 200% entre 1984 e 2007
 
 

Marcelo José de Castro - Psicanalista

Pesquisas realizadas em três universidades dos Estados Unidos - Harvard, Brown e Chicago - comprovaram que o divórcio é ''contagioso.'' De acordo com os estudos, as chances de um indivíduo se separar aumentam 75% quando ele se relaciona diretamente com alguém que está se divorciando ou que acabou de passar pelo processo. A probabilidade de amigos próximos serem ''contaminados'' chega a 147%.

E o número de divórcios está aumentando significativamente no País. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre 1984 e 2007, a taxa de divórcios cresceu 200%. Com a aprovação da Emenda Constitucional 66, aprovada recentemente, que reduz a burocracia ao acabar com a necessidade de espera de até dois anos para oficializar o fim do casamento, a tendência é que a quantidade de separações aumente ainda mais.

''Muitos divórcios acontecem de forma leviana, só porque está na moda'', afirma o psicanalista e mestre em ciências médicas Marcelo José de Castro. Segundo ele, o fato de o divórcio ''funcionar'' como um vírus e contagiar as pessoas ocorre porque ''de forma primitiva, inconsciente e até infantil, as pessoas acabam se identificando com quem se divorcia e começam a olhar para dentro de suas casas, refletindo se realmente são felizes.''

Por que o divórcio é ''contagioso''?

As pessoas são influenciadas em vários comportamentos sociais e culturais. A forma mais antiga de influência é a identificação. A criança, desde muito pequena, se identifica e começa a copiar o comportamento do pai, da mãe, do irmão ou de alguém que afetivamente marca a sua vida. E, com o passar dos anos, o mecanismo da influência continua existindo para a pessoa, acontecendo de forma consciente e inconsciente. No caso do divórcio, conscientemente sabe-se que se divorciar é uma prática tão legalizada quanto casar, ficar solteiro ou viúvo. No entanto, inconscientemente existem muitos conflitos em jogo. Aí entra o medo da solidão, da culpa e sente-se o peso de uma cultura moralista.

Quando a pessoa vê alguém afetivamente próximo se divorciando a prática se torna menos estranha e o indivíduo vai se acostumando mais com a ideia. Um dos mecanismos que explicam o contágio é isso. De forma primitiva, inconsciente e até infantil as pessoas acabam se identificando com quem está se divorciando e começam a olhar para dentro de suas casas, refletindo se realmente são felizes.

Casais que atravessam uma boa fase também podem ser ''contaminados''?

Sim. O divórcio deixa de ser um tabu quando a pessoa percebe que aquilo está acontecendo em sua volta. Isso acontece com outros problemas humanos. Se em uma roda de amigos, em que todos fumam, alguém decide parar e buscar tratamento, de início pode acontecer uma tentativa de boicote a essa decisão, pois muitos vão invejar aquele que está parando de fumar. Mas, ao mesmo tempo, essa pessoa pode fazer com que outros também abondonem o vício.

O que fazer para não ser influenciado pela crise e pelo divórcio de amigos e familiares? De que forma ajudar o outro sem sofrer interferência?

O grande desafio é aproveitar as oportunidades para refletir sobre sua vida de maneira autêntica. Não é porque meu melhor amigo se divorciou que eu também tenho que fazer isso. Às vezes é o momento de pensar porque os divórcios estão ocorrendo. Muitas vezes eles acontecem de forma leviana, só porque está na moda. É um ''bando'' de adultos com mentalidade de adolescente. E eu pergunto: quantos casais, levados pelo impulso, estão prestes a tomar decisões levianas de divórcio? É preciso ter calma, pensar bem no que está acontecendo.

Por que a influência externa é tão forte na vida das pessoas? O quanto isso pode ser negativo?

A influência é um fato inegável e é constituidora da personalidade de todos. Ninguém nasceu em uma ilha isolada. No entanto, deve haver uma preocupação com as decisões que são tomadas por impulso. Cada pessoa tem o dever de prestar contas a si mesma quanto à coerência de suas escolhas com o seu projeto de vida. Cada um tem que analisar suas decisões, refletindo sobre o grau de influência em sua vida e o quanto o que está na moda tem a ver com o seu projeto. Só porque os divórcios estão mais facilitados não quer dizer que no primeiro sinal de desconforto a pessoa deve procurar o divórcio. O ser humano é o resultado de suas escolhas.

Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudo de População (Nepo) da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a fé não segura casamento e que pessoas que frequentam uma religião se divorciam quase na mesma proporção de quem não vai a nenhuma igreja. Como o senhor avalia isso?

Independentemente da fé de cada um, as religiões, apesar de proclamarem que são o caminho da felicidade e da salvação, não garantem isso a ninguém. Quem frequenta uma igreja não está imune ao contágio do divórcio, das drogas e de outras situações. Isso mostra que a questão do julgamento moral precisa ser revista para que as decepções religiosas não se tornem cada vez mais uma epidemia. E em alguns casos a religião não aceita o casamento de quem se divorcia. Isso é sério e grave. As igrejas insistem em ser fomentadoras de sentimentos de culpa, que muitas vezes são incompatíveis com o tempo atual.

Paula Costa Bonini - Reportagem Local

Folha de Londrina – 27-07-2010
 

Inserida por: Dr. Espirito Santo fonte:  Folha de Londrina
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