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20/11/2009 - Há vida depois do divórcio

Segredo para não perder o controle é lidar com essa nova - e temida - fase com tranquilidade, vivendo um dia de cada vez

Pai de cinco filhos de dois casamentos, o professor Joaquim Braga, 57 anos, é um exemplo feliz de que existe sim vida após a separação. E não só isso: é possível conviver mais do que pacificamente com o ex-cônjuge: as famílias podem, inclusive, ser amigas. ''Nos casamos muito jovens, eu tinha 18 e ela 17 anos. Éramos imaturos e não durou'', define Braga, que era vizinho da ex-mulher. O relacionamento durou cinco anos.

Dados divulgados no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que para cada quatro uniões registradas há uma dissolução. No entanto, enfrentar a vida após a separação não deve ser traumático, dizem os especialistas. O segredo para não perder o controle é lidar com essa nova - e temida - fase com tranquilidade, vivendo um dia de cada vez.

''Não encarei o divórcio como um trauma, simplesmente fui viver minha vida. Só conheci minha atual mulher dez anos depois da separação e não temos constrangimento nenhum em sermos amigos da ex'', declara Braga, para quem o diálogo é a chave para um bom relacionamento, entre casados e divorciados. ''É preciso compreender as necessidades do outro, ser companheiro e solidário. Cumplicidade é a palavra.''

Braga sempre procurou estar perto das filhas, que hoje têm 36 e 32 anos, para prover não só apoio financeiro mas, principalmente, emocional. Hoje a relação das filhas mais velhas com os três irmãos do atual casamento do pai - uma moça de 17 anos, um menino de nove e uma menina de sete anos -, é de cumplicidade e amor. ''Até porque minha segunda esposa não foi a causa do divórcio'', cita o professor, que conheceu a atual mulher no trabalho e já está casado há 18 anos.

''Desde o início do nosso namoro minha esposa e a minha ex tornaram-se amigas e quando meus filhos nasceram a amizade só fez aumentar'', comenta Braga, confessando que é comum as famílias se reunirem para festejar juntas.

Recuperação

De acordo com Betina Serson, psicopedagoga e mestre em Early Childhood Education pela Florida Atlantic University, nos Estados Unidos, e autora do livro ''Seja o Herói dos Seus Filhos'', toda perda é um processo de luto. ''Cada pessoa tem o seu tempo e lida com ele de formas diferentes. O tempo de recuperação varia. As separações, porém, estão cada vez mais comuns e a recuperação tende a ser mais fácil'', explica. A profissional alerta que, além das mudanças sociais, o ex-casal também terá de enfrentar as barreiras econômicas.

''A família tinha dois salários para pagar as despesas. Com o divórcio, o mesmo salário terá de ser dividido e serão duas casas a serem sustentadas. A parte econômica vai pesar na hora de viver o luto, que pode até diminuir por conta dessa questão.''

Uma das maiores dificuldades dos divorciados, segundo os psicólogos, é resgatar o perfil da vida que levavam antes de casar. ''É fundamental que eles entendam que as situações devem servir como aprendizado para que, futuramente, possam fazer escolhas diferentes'', explica a psicóloga comportamental Erika Scandalo.

Para ela, há dois caminhos: o primeiro, não recomendado, é deixar a tristeza tomar conta da mente, considerando que a partir daquele dia a vida não tem mais sentido; já o segundo, que seria o indicado, é enfrentar a situação como qualquer outra dificuldade da vida. ''Ninguém nasceu casado. Antes do casamento sempre houve uma vida. Isso não é impossível de reconstruir.'' (Com Agência Estado)

‘Só saí ­ganhando’, diz coreógrafa 
 
 

Com o fim do casamento de 12 anos, Gisela Manfredini André teve de assumir o papel de pai e mãe dos dois filhos

Divorciada há 12 anos, a coreógrafa Gisela Manfredini André, 43 anos, se descreve como alguém de bem com a vida. Com o fim do casamento de dez anos, ela precisou ser pai e mãe dos dois filhos, que hoje têm 21 e 15 anos, mas nem por isso se arrepende da decisão ''completamente consciente e de comum acordo''.

''No início era mais difícil, ficamos todos um tanto perdidos. E por muito tempo o pai dos meninos não participou da vida deles, o que complicou um pouco. Mas hoje tudo está mudando'', comenta Gisela, que apesar de não ter tanto contato com o ex-marido ainda é bastante amiga da família dele. ''Se não deu certo o relacionamento afetivo, ao menos a amizade deve prevalecer.''

Como sempre conciliou trabalho e família, ela confessa não ter sentido a mudança de rotina. ''Estou muito melhor solteira'', garante a coreógrafa, que de hoje em diante deseja se dedicar apenas a relacionamentos sérios, que acrescentem algo. ''Hoje as relações são muito superficiais, tenho medo de machucar meus filhos.''

''Amigona'' dos meninos, ela credita parte da felicidade atual ao apoio da família, ''inclusive a do ex'', que nunca se mostrou contra ao divórcio. Para ela, separar-se pode não ser tão ruim: ''Por um lado, a gente se sente só, mas por outro, passa a ter controle total sobre a própria vida''.

Ela cita o velho ditado ''antes só do que mal acompanhado'' para justificar a vontade de abandonar o relacionamento desgastado e ensina que a chave para dar a volta por cima é acreditar em si mesmo. ''É claro que senti tristeza em dissolver um lar, mas hoje eu sinto que esta foi a melhor decisão que poderia ter tomado. Só saí ganhando.''

Não dá mais: o casamento chegou ao fim

 

‘Sempre tentamos que o casal opte pela separação consensual’
 
A atual esposa e a antiga companheira do professor Joaquim Braga tornaram-se amigas

Partilha de bens, guarda dos filhos, retorno ao nome de solteira e valor da pensão alimentícia são questões que precisam ser resolvidas quando o relacionamento não tem mais jeito. A advogada Mara Maran, especialista em Direito Civil, explica que existe basicamente dois tipos de casamento: ''O tradicional, registrado em cartório, e a união estável.''

Quando o casal decide pela separação, no caso do casamento tradicional, é preciso verificar o regime de partilha de bens escolhido: a universal, a parcial ou a separação total. Na primeira, todos os bens adquiridos antes e depois da união devem ser repartidos em partes iguais. No segundo, somente o que os cônjuges adquirirem depois do casamento é dividido, salvo exceções como a doação. No último caso, não há direito aos bens do outro.

Já em uma união estável, quando não há contrato, primeiro deve haver o ''reconhecimento da sociedade de fato''. ''Por uma ação judicial, o juiz terá de reconhecer a existência dessa união para então fazer a divisão dos bens. Uma união estável, independente de contrato, será declarada pelo regime de comunhão parcial. A única diferença é que se no caso de haver contrato e o casal não tiver filhos, ele pode entrar com o pedido de separação diretamente no cartório, com a participação de um advogado comum ou não'', esclarece.

Separação

Há dois tipos de separação. A consensual pode ser feita no cartório de notas ou por via judicial. ''Chegando a um acordo, basta o casal lavrar uma escritura que, posteriormente, será registrada no cartório Civil e valerá como título executivo como se tivesse homologado pelo juiz.'' Já a litigiosa só pode ser feita judicialmente. ''Sempre tentamos que o casal opte pela consensual. A litigiosa traz sequelas para toda a família.''

Ainda conforme a advogada, a ação de separação judicial é diferente da ação de divórcio. Tanto para a separação feita no cartório quanto em juízo deve-se esperar o período de um ano para fazer o divórcio.

Em relação à guarda dos filhos, a advogada destaca que existe igualmente a obrigação dos pais em criar e educar. ''O juiz sempre terá o princípio do que é melhor para a criança. Hoje, a mentalidade orienta que se o pai tem situação financeira melhor que a mãe, então ele que dê condição para que essa mãe possa cuidar e estar junto da criança. Pois além dos bens materiais, ela precisa de amor materno. Na maioria dos casos, a mãe consegue a guarda, a não ser que tenha algo muito grave contra ela. A regra é verificar o bem-estar da criança e não a briga dos pais.'' Quanto às visitas, no caso de uma separação consensual, os próprios pais podem estipular as datas. No litigioso, a decisão é do juiz.

A pensão alimentícia é pautada em dois princípios: a necessidade do alimentado e as possibilidades do alimentante. Contudo, tanto o pai quanto a mãe tem de pagar alimentos para que que os direitos da criança sejam preservados. Para isso, o juiz vai levar em conta todas as despesas com alimentação, moradia, escola, plano de saúde, empregada, lazer, entre outros. (Marian Trigueiros/Reportagem Local)

Mariana Guerin - Reportagem Local

Folha de Londrina – 18-11-2009

Inserida por: Dr. Espirito Santo fonte:  Folha de Londrina
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