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14/09/2010 - Um julgamento que ficará para a história

Zóza foi considerado culpado pela morte de garoto de 11 anos, morto em 2006, e recebeu pena de 22 anos e oito meses de prisão
 
 

Édison dos Santos Rodrigues (à direita) afirmou inocência: ele foi encaminhado para o CDR de Londrina

Londrina - Já era alta madrugada quando a juíza Adriama Katsurayama Fernandes e Silva declarou o réu Édison dos Santos Rodrigues, 31 anos, o ''Zóza'', culpado pela morte do garoto Dener Washington Matias, 11 anos, morto na manhã de 14 de julho de 2006 enquanto brincava em frente à sua casa no Jardim Leste-Oeste (Zona Oeste). A pena de 22 anos e oito meses de reclusão em regime fechado é significativa, mas não explica o que representou o julgamento. Por todas as nuances envolvidas, esta sessão vai ficar marcada na história criminal da cidade como um dos maiores embates já ocorridos entre acusação e defesa no Tribunal do Júri.

O julgamento de Zóza nem era para ter ocorrido. Não fosse pela insistência da promotora da 1 Vara Criminal, Susana Feitosa de Lacerda, a denúncia contra ele teria sido engavetada. Ela recorreu da decisão e conseguiu acusar Zóza como co-responsável pela morte do garoto. Segundo a acusação, ele pilotou a moto que levou o atirador (até hoje não identificado) até a Rua Leste, no Jardim Leste-Oeste, com objetivo de matar um desafeto seu, Lincoln da Silva Nascimento, que também foi atingido, mas sobreviveu.

A promotoria conseguiu ainda reverter outra decisão contrária: derrubou uma liminar que impedia a apresentação da extensa ficha criminal do réu aos jurados. Restava, então, a batalha do Tribunal do Júri, que teve a segurança reforçada por conta da suspeita de tentativa de resgate do preso.

A acusação - feita pelas promotoras Susana e Márcia de Menezes dos Anjos - sustentava que o crime teve como pano de fundo a guerra entre gangues rivais da comunidade comandada por Zóza, o Jardim Nossa Senhora da Paz, e o Jardim Leste-Oeste, onde residia seu desafeto Lincoln. Além disso, ele teria ameaçado testemunhas para forjar a história que o inocentava. A defesa, feita pelo advogado André Salvador, que mais tarde contou com o apoio do colega Antônio Amaral e todo seu staff, esforçou-se em mostrar que o réu era inocente, que possuía um álibi (uma nota fiscal de um hotel de Ibiporã, indicando que ele estaria no local na data do crime) e que as testemunhas que antes o acusavam agora diziam que ele seria inocente e indicavam que outros dois homens teriam cometido o crime.

No plenário, a disputa durou mais de 35 horas e teve lances inusitados. Entre eles, a ida dos jurados até o local do crime. Por causa do risco, o bairro foi ''fechado'' pela Polícia Militar. Em outro momento, a tia do garoto Dener não se emocionou ao falar do sobrinho, mas chorou ao dizer que mentiu ao acusar Zóza. Por fim, o próprio Zóza caiu em lágrimas ao afirmar inocência, dizer que não seria traficante e que não ''manda'' na Zona Oeste. Negou ainda que tenha ligação com qualquer facção criminosa.

O choro, porém, não convenceu os jurados. Ainda de madrugada, Zóza retornou para sua ''solitária'' - que ocupa por ter se recusado a cortar o cabelo - no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). Ele já cumpria pena por associação para o tráfico no local.

Versão do réu era 'inacreditável'
 
Satisfeita com o resultado, a promotora Susana de Lacerda afirmou que o que prevaleceu foi a sensibilidade dos jurados em apreciarem as provas e analisarem todos os pontos levantados por ela e pela colega Márcia de Menezes dos Anjos. ''O ponto fundamental foram algumas situações inacreditáveis. Buscamos mostrar tudo isso para os jurados e que a manifestação da testemunha ocular dada a um repórter de TV (apontado Zóza como o condutor da moto que levou o atirador até o local) deixou claro aquilo que havia acontecido.''

A promotora ainda rebateu a afirmação de que o réu foi condenado por seus antecedentes. ''O objetivo foi mostrar que as testemunhas que ele trouxe para confirmarem o seu álibi ou para assumirem o crime estavam diretamente ligadas à sua estrutura criminosa'', apontou.

Susana disse não temer perseguições por conta do resultado do julgamento. ''Tenho fé em Deus e o Ministério Público não é feito da Susana ou da Márcia, que estavam neste julgamento. Se nós não estivéssemos no Tribunal do Júri, outros estariam e desempenhariam este papel com a mesma dedicação'', finalizou. 

 Antecedentes pesaram na decisão
 
 Advogado do réu desde o início dos anos 2000, André Salvador comentou que seu cliente tinha consciência de que o julgamento poderia ter resultado desfavorável. ''Considero que ele foi condenado pela exploração de seus antecedentes e de seus familiares'', analisou o defensor, adiantado que já recorreu da decisão.

O advogado considerou que a extensa ficha de Edson dos Santos Rodrigues, que teve início ainda quando era adolescente com um furto e que inclui tráfico de drogas, porte de arma, associação para o tráfico, formação de quadrilha e agora um homicídio, e mais os antecedentes de familiares seus pesaram ante os sete jurados. ''O que estava em julgamento não eram estes fatos mas ele já sabia que isso poderia acontecer'', opinou.

Por outro lado, Salvador comentou que este julgamento foi, sem dúvida, ''sua maior experiência profissional numa defesa no Tribunal do Júri''. ''Conseguimos fazer um bom trabalho, mesmo que não tenhamos tido o resultado que esperávamos'', concluiu.

Luciano Augusto - Reportagem Local

Folha de Londrina – 03-09-2010




 

Inserida por: Dr. Espirito Santo fonte:  Folha de Londrina
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